O Ministério da Saúde começou, nesta segunda-feira, dia 23, a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Este é o primeiro estudo em larga escala no país voltado exclusivamente para entender a saúde mental da população adulta.
A pesquisa já havia passado por uma fase piloto em oito municípios, onde foram testados os questionários e a forma de abordagem nas casas. Agora, a etapa nacional vai alcançar cidades de todas as regiões do Brasil.
O objetivo é levantar informações sobre a ocorrência de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, além de entender como as pessoas acessam os serviços de saúde e como esses problemas impactam o dia a dia.
Os dados coletados vão ajudar o governo a melhorar políticas públicas, ampliar ações de prevenção e fortalecer o atendimento em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).
Como a pesquisa será feita
A pesquisa será realizada em domicílios selecionados de forma aleatória. Em cada casa, uma pessoa com 18 anos ou mais será escolhida para responder à entrevista.
Caso a pessoa não possa participar naquele momento, será possível agendar outro horário.
As entrevistas serão presenciais, feitas por profissionais treinados e identificados, com uso de tablets. As perguntas abordam temas como saúde, trabalho, renda, relações sociais, bem-estar emocional e uso de álcool e outras substâncias.
Participação é voluntária e sigilosa
A participação é voluntária e só acontece com autorização do entrevistado. A pessoa pode interromper a entrevista ou deixar de responder qualquer pergunta.
As informações serão mantidas em sigilo, armazenadas em sistema seguro e analisadas sem identificação individual, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Ministério da Saúde reforça que não serão solicitados dados bancários nem qualquer tipo de pagamento. Além disso, a pesquisa não substitui atendimento médico nem serve como diagnóstico.
Problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e uso excessivo de álcool e drogas, estão entre as principais causas de sofrimento e afastamento do trabalho.
Com a pesquisa, será possível entender melhor a realidade dos brasileiros, identificar fatores de risco e melhorar a oferta de cuidados no país.
*OesteMais