Um dos crimes mais brutais registrados no Paraná voltou ao centro das atenções após a prisão de Marcos Panissa, condenado por matar a ex-esposa com 72 facadas em 1989.
Ele foi entregue pela polícia do Paraguai à Polícia Federal por volta das 20h30 desta quarta-feira, dia 15, na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A prisão havia ocorrido horas antes, ainda na tarde do mesmo dia, em Assunção.
Panissa era considerado foragido desde 1995 e chegou a integrar a lista vermelha da Interpol. Ele foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de Fernanda Estruzani Panissa, ocorrido no dia 6 de agosto de 1989, em Londrina. Na época, ele tinha 23 anos e a vítima, 21. O próprio acusado confessou o crime, alegando ciúmes e inconformismo com o fim do relacionamento.
O caso teve uma série de desdobramentos judiciais. Em 1991, ele foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. A defesa recorreu e conseguiu um novo julgamento, quando a pena foi reduzida para 9 anos. No entanto, o Ministério Público recorreu novamente, e o novo júri foi anulado por irregularidades na formação do conselho de sentença e por decisão contrária às provas.
Durante esse período, Panissa respondeu ao processo em liberdade e, posteriormente, fugiu, permanecendo foragido por mais de três décadas.
Agora, com a prisão e entrega às autoridades brasileiras, o caso volta à fase de cumprimento da pena conforme a legislação vigente.
Fonte: G1 PR / TV Globo