A Justiça decretou, nesta quinta-feira (28), a prisão preventiva do homem de 24 anos suspeito de matar a facadas Maria Luiza Saraiva Gastesi, de 19 anos, em Bagé, na Campanha. Preso em flagrante após o crime, ele segue internado sob custódia da Polícia Penal em um hospital da cidade, depois de se jogar de um prédio ao tentar fugir da Brigada Militar.
Com esse registro, chega a 36 o número de feminicídios no Rio Grande do Sul em 2026.
Segundo a Polícia Civil, Maria Luiza foi morta a facadas no início da madrugada desta quinta-feira, quando chegava em casa. Conforme a investigação, o suspeito aguardava a jovem nas proximidades da residência. Os dois mantiveram um relacionamento por cerca de um ano e estavam separados havia um mês.
De acordo com a delegada Lisandra de Souza Cabrera, da Delegacia da Mulher de Bagé, familiares e testemunhas relataram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.
— Apuramos com familiares e testemunhas que eles estavam separados havia cerca de um mês. Ela teria descoberto uma traição dele e teria se separado, e ele não aceitava esse fim do relacionamento — afirmou a delegada.
A investigação aponta que Maria Luiza foi abordada na rua pelo ex-companheiro. Segundo a polícia, ele puxou a vítima pelos cabelos e a levou à força para a residência onde ainda morava, localizada na mesma quadra da casa dela. No local, atacou a jovem com golpes de faca.
Vizinhos ouviram os gritos e acionaram a Brigada Militar. Quando os policiais chegaram, encontraram Maria Luiza já sem vida. O suspeito fugiu pelos fundos da casa, pulou telhados de imóveis vizinhos e entrou em um prédio de quatro andares nas proximidades.
— A Brigada Militar chegou prontamente e buscou diligências para tentar localizá-lo. Ele resistiu à prisão e acabou se jogando do edifício — disse Lisandra.
Internação
O homem sofreu fraturas nas pernas e na mandíbula. Conforme a delegada, ele permanece internado, mas teve a prisão preventiva decretada após decisão da Justiça que homologou o flagrante nesta quinta-feira.
— O flagrante foi homologado agora à tarde pelo Poder Judiciário, e o Judiciário definiu a minha representação pela prisão preventiva do suspeito — explicou a delegada.
Maria Luiza não havia registrado ocorrência policial contra o ex-companheiro nem possuía medida protetiva. Segundo a polícia, o homem não tinha antecedentes criminais.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo imagens e outros elementos para concluir o inquérito. Conforme a delegada, a autoria do crime já está esclarecida.
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