A balsa arrastada pela força da correnteza do Rio Guarita na manhã de domingo (28), durante as obras da ponte entre Redentora e Erval Seco, foi recuperada na noite do mesmo dia após uma operação realizada pelas equipes de resgate na região. Apesar da contenção da estrutura, os maquinários que estavam sobre ela continuam desaparecidos, o que pode impactar o cronograma de outras obras no Rio Grande do Sul, entre elas a nova ponte entre Travesseiro e Marques de Souza, no Vale do Taquari.
A embarcação ficou à deriva ao longo do dia e foi interceptada por volta das 21h, quando chegou às proximidades de Barra do Guarita. Em uma ação coordenada, embarcações conseguiram conter a balsa, que foi rebocada e amarrada às margens do Rio Uruguai, em Itapiranga (SC), eliminando o risco de novos deslocamentos e de acidentes com a navegação e com a travessia de balsa entre Barra do Guarita e Itapiranga.
Os equipamentos que estavam sobre a estrutura no momento em que ela foi levada pela correnteza, entre eles uma escavadeira e uma perfuratriz, não foram recuperados. Conforme estimativa divulgada por autoridades da região, o prejuízo chega a aproximadamente R$ 10 milhões.
Os maquinários pertencem à empresa Zanco, de Santa Catarina, responsável pela construção da ponte entre Redentora e Erval Seco e também pela execução da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Travesseiro e Marques de Souza. Após a conclusão dos trabalhos no Noroeste do Estado, os equipamentos seriam transferidos para o Vale do Taquari, onde seriam utilizados na execução das fundações e dos pilares da nova estrutura.
Até o momento, a empresa não se manifestou oficialmente sobre possíveis impactos no cronograma da obra no Vale do Taquari. As autoridades seguem monitorando as condições dos rios da região, que permanecem com nível elevado em razão das chuvas dos últimos dias, e darão sequência aos procedimentos para identificação formal do proprietário da balsa e definição das medidas para sua retirada do local.
*A Hora