Foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9) o pai flagrado chutando a própria filha de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná.

Segundo a Polícia Civil (PC-PR), a prisão do homem foi solicitada após a investigação identificar um histórico de agressões contra as crianças — a filha e o enteado de cinco anos. Além disso, o delegado Anderson Andrei afirma que a medida poderá fazer com que mais testemunhas possam denunciar as situações, sem medo do agressor.

O homem responde pelo crime de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar. A polícia não divulgou o nome dele oficialmente.

O delegado explicou que, durante as investigações, diversas pessoas foram ouvidas e provas foram colhidas.

Com as informações, foi descoberto que o homem também agrediu o enteado anteriormente. Conforme Andrei, o menino estava com marcas no rosto e a suspeita é de que o padrasto tenha batido na criança com um cinto ou um pedaço de madeira há algumas semanas.

O menino também aparece nas imagens registradas por câmeras de segurança no último domingo (5). No vídeo, o homem aparece caminhando com as crianças. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão.

Logo após, outro homem aparece e abre os braços na tentativa de intervir, mas é confrontado pelo pai da criança. A menina se levanta e os três continuam andando.

Em depoimento, pai disse ter dado chute porque criança estava chorando

O homem foi procurado pela Polícia Militar (PM-PR) na mesma data em que o boletim foi registrado, mas não foi encontrado.

Na quarta-feira (8), ele foi ouvido pela Polícia Civil. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que ele alegou, em depoimento, ter dado o chute porque a criança estava chorando. Por não ter ocorrido flagrante, o homem não ficou preso naquele momento.

Em situações de lesão corporal, o flagrante se caracteriza quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, portanto acaba a possibilidade de prisão por flagrante quando não há continuidade do crime.

De acordo com o delegado Anderson Andrei, o homem compareceu à delegacia sem advogado. Em depoimento, chorou e disse estar arrependido do que fez.

A Polícia Civil pediu medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso.

*G1PR