O tabagismo atinge 19% dos jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos, faixa etária que lidera o consumo proporcional de cigarros tradicionais e eletrônicos no País. O dado faz parte de um levantamento conjunto realizado pelo instituto Nexus e pelo A.C. Camargo Cancer Center.
A proporção observada entre os jovens supera os índices de todas as outras faixas etárias pesquisadas. O resultado acende um alerta entre especialistas de saúde pública diante da reversão na curva histórica de queda no consumo de tabaco entre as novas gerações.
Historicamente expostos a campanhas educativas e advertências sanitárias em veículos de comunicação, os jovens voltaram a aderir ao hábito por meio dos dispositivos eletrônicos de liberação de nicotina, conhecidos popularmente como vapes. A indústria investe em aditivos aromáticos e sabores como menta e frutas para mascarar o gosto do tabaco e ampliar o apelo comercial junto ao público jovem.
O médico oncologista Helano Freitas, do A.C. Camargo Cancer Center, avalia que o dispositivo eletrônico não funciona como instrumento de transição para abandonar o tabaco. Na análise do especialista, o aparelho atua na prática como uma porta de entrada perigosa para o vício em nicotina.
Muitos usuários iniciam o consumo em eventos sociais e festas para socializar com amigos. Com o aumento da frequência e a sobrecarga de trabalho, o uso passa a ser diário como válvula de escape contra o estresse, consolidando a dependência química.
O estudo revela ainda uma distorção na percepção dos próprios fumantes em relação ao bem-estar físico. Entre os entrevistados que mantêm o hábito de fumar, 63% classificam a própria saúde como boa ou ótima.
O consumo contínuo de substâncias tóxicas eleva expressivamente as chances de desenvolvimento de tumores malignos em órgãos como pulmão, boca, garganta e estômago. O hábito também agrava diagnósticos de enfisema pulmonar, bronquite crônica e acidente vascular cerebral (AVC).
O tabagismo atinge 19% dos jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos, faixa etária que lidera o consumo proporcional de cigarros tradicionais e eletrônicos no País. O dado faz parte de um levantamento conjunto realizado pelo instituto Nexus e pelo A.C. Camargo Cancer Center.
*Band.com.br