Rio Grande do Sul inicia hoje distribuição de vacina nacional contra a dengue
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul começa, nesta terça-feira, 24, a distribuição de aproximadamente 28 mil doses da vacina Butantan-DV aos municípios gaúchos. O lote, enviado pelo Ministério da Saúde, chegou ao estado na última quinta-feira e representa o primeiro passo para a imunização com a tecnologia 100% brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan.
As Coordenadorias Regionais de Saúde serão responsáveis pela retirada dos frascos em Porto Alegre, seguindo as planilhas de organização que definem o quantitativo destinado a cada localidade, de acordo com o número de profissionais da rede pública.
Nesta etapa inicial, o público-alvo são os profissionais de saúde da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), totalizando cerca de 64 mil trabalhadores no estado. A Butantan-DV destaca-se por ser a primeira vacina de dose única do mundo capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
O imunizante recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro, após demonstrar eficácia e segurança nos testes clínicos, sendo uma ferramenta estratégica para o controle da doença em território nacional.
Expansão do público-alvo
A vacinação para a população geral, na faixa etária entre 15 e 59 anos, está prevista para começar no segundo semestre de 2026. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação será gradual, priorizando inicialmente as pessoas mais velhas dentro desse grupo e acompanhando o ritmo de fabricação do Instituto Butantan.
Para suprir a demanda nacional, o governo brasileiro estabeleceu uma parceria estratégica com a China para a transferência de tecnologia. A expectativa é que essa cooperação internacional eleve a capacidade produtiva em até 30 vezes, permitindo a universalização do acesso ao imunizante.
O estado permanece atento ao cronograma de entregas para garantir que as doses cheguem com agilidade às salas de vacinação municipais. A introdução desta vacina é vista como um marco para a soberania tecnológica do Brasil na área da saúde e um reforço essencial no combate às epidemias sazonais de dengue.
Enquanto a produção em larga escala é viabilizada, as autoridades reforçam que as medidas preventivas de combate ao mosquito Aedes aegypti devem ser mantidas por toda a comunidade.
*LAMAIS
