homem preso em Passo Fundo durante a Operação Sophia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (14), é apontado como integrante do núcleo financeiro da organização criminosa que usava a imagem de menina com câncer para aplicar golpes em falsas campanhas de doação 

Segundo a investigação, o suspeito utilizou uma empresa registrada em seu nome para abrir uma conta em uma intermediadora de pagamentos. A conta funcionava como uma espécie de “conta de passagem”, recebendo diretamente valores enviados por pessoas que acreditavam estar fazendo doações para o tratamento de Sophia, menina de Campo Bom, no Vale do Sinos, que enfrenta um tratamento contra o câncer infantil

Ainda conforme a Polícia Civil, a conta vinculada ao investigado recebeu cerca de R$ 31,7 mil relacionados à falsa campanha. Depois, os valores eram repassados a outros integrantes da organização responsáveis pelos núcleos técnico e financeiro.

A suspeita é de que o preso em Passo Fundo tenha cedido conscientemente sua identidade e a estrutura da empresa para receber o dinheiro das vítimas, ocultar os verdadeiros beneficiários e facilitar a distribuição dos valores obtidos com os golpes.

A Operação Sophia é coordenada pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) e cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. No Estado, os dois mandados — um de prisão e outro de busca e apreensão — foram cumpridos em Passo Fundo com apoio da Delegacia de Repressão de Ações Criminosas Organizadas (Draco).

A investigação começou após a família de Sophia descobrir que fotos, vídeos e a história da menina estavam sendo usados por golpistas para criar campanhas falsas de arrecadação nas redes sociais. Conforme a polícia, o dinheiro nunca chegou à família. Apenas na campanha que originou o inquérito, cerca de R$ 294 mil foram rastreados pelos investigadores.

*GZH Passo Fundo