A psicóloga Silmara da Aparecida Magri viajou cerca de três horas de Curitibanos até Ponte Serrada, no Oeste catarinense, para votar no primeiro turno das eleições. Ao chegar à seção 024, na Escola Dom Vital, foi surpreendida pela informação de que já havia votado.

A mesa fez novas tentativas com o número do título eleitoral e o CPF, mas a mensagem permaneceu. Segundo o boletim de ocorrência registrado por Silmara, o presidente da seção conferiu o caderno de votação e constatou que não havia assinatura dela e que o comprovante de votação não tinha sido destacado. Mesmo assim, ela não conseguiu votar.

A psicóloga questiona como um voto poderia ter sido registrado em seu nome. Conforme seu relato, o Cartório Eleitoral levantou a possibilidade de um erro na liberação da urna, mas a situação ainda não foi esclarecida.

Silmara registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e uma reclamação na ouvidoria da Justiça Eleitoral. Após percorrer cerca de 400 quilômetros entre ida e volta, ela teme enfrentar o mesmo problema no segundo turno.

O Oeste Mais procurou o Cartório Eleitoral da comarca de Ponte Serrada, mas não havia recebido retorno até a publicação.

Fonte: Oeste Mais